segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Cocei os olhos. Olhei para os dedos e as mãos. Depois fechei os olhos.
Estava tentando desembaraçar toda essa trama. Nunca pensei no futuro. Nunca é muito, mas nunca levei isso a sério. De repente vejo lá na frente uma encruzilhada com muitas bifurcações. 
A cada dia vejo mais perto e sou obrigado e decidir o caminho. Um caminho. 


Não andava de um lado para o outro como muita gente, mas ficava quieto só olhando para o nada.
A mente realmente funcionava rápido. A cada nova consideração era como mais lenha para a fogueira dos pensamentos. Era muita lenha.
Parecem inútil tantas considerações. 


É a saudade de um novo começo contra o começo de uma nova saudade.




São tão opostos esses caminhos tão distantes. 





quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Complicamos coisas tão simples. Muitas vezes. Procuramos os problemas ao invés da solução.
Queremos tanto, que temos medo. Queremos tanto e querer é mais fácil que ter. Deveríamos sorrir e seguir em frente. Mas choramos. Empacamos. Não nos damos conta de que é só dar um passo. Às vezes é o 'se entregar' faltando. Perdemos a faísca de nosso interior. 

Seth: You're an excellent doctor.  
Maggie: How do you know? 
Seth: I have a feeling. 
Maggie: That's pretty flimsy evidence. 
Seth: Close your eyes. It's just for a moment. 
[touches her hand] 
Seth: What am I doing? 
Maggie: You're... touching me. 
Seth: Touch. How do you know? 
Maggie: Because, I feel it. 
Seth: You should trust that. You don't trust it enough. 


Coloque uma venda nos seus olhos e siga um pouco o que está aí dentro.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Guarde aí no seu cantinho
Essas palavras que vão com carinho
Lembre de mim ao menos um instante
Quando olhar esse recado de relance

Lembra de mim, e saiba que, aí dentro
Num lugarzinho que às vezes adentro
Deixei um pedaço do que sou eu
Cuide com carinho, como se fosse seu

terça-feira, 27 de julho de 2010

Escrever sobre como não conseguir escrever.
De onde vem a palavras que escrevemos e de onde elas não saem quando queremos?
Quem nos fala aos pensamentos, aos sussurros ou aos gritos, as palavras para preenchermos o branco, e será esse mesmo que se cala ou uma outra força o tapa a boca?
Quem nos enche por dentro com tanta inspiração que, fosse hélio, nos faria subir aos céus como um balão?
E será essa mesma energia que nos murcha a ponto de, com fracasso, nos discorremos de palavras pobres e tão vazias como vácuo?
Haverá uma guerra sangrenta entre essas duas forças, ou somente ela se cansa, e me deixa a mercê de minha sorte com essa página em branco em minha frente?
Batalhe ou ria de mim, mas recompense esse escravo das palavras.

domingo, 11 de julho de 2010

-aço


Fecho os olhos e imagino um
Abraço
Eu entrando em seu
Espaço
Estreitando os nossos
Laços
Imagino logo o que
Faço
Sinto seu coração em
Compasso
Todas as palavras
Refaço
Abro os olhos e te 
Caço
Não te vejo e me 
Desfaço
E me enxergo em 
Pedaços






sábado, 3 de julho de 2010

Gotas deslizam pela janela
vejo fora o que se diz chuva
fina como meus pensamentos
vem devagar acalmando,
deliciando-se e levantando a poeira
que pairava por ali, por aqui.


Dentro há calor e quietude.
A chuva traz beleza, podes ver?
É beleza triste, eu sei
é choro... em lágrimas derramam-se as nuvens
me despenco dentro de mim
a alma agitada corre como enxurrada


Estrondosa.
O que era água mansa 
se transforma em tempestade
e chora...


O vento chega forte então,
e a fim de destruir o que tivesse pela frente
se sente fraco
e leva o que era lágrima


pela janela vejo
ao longe, surgindo um azul
é céu sorrindo
dentro de mim se faz paz


É dia!






Poema de Marília. 
Visitem o seu blog: LunofagicaMente

Fitter Happier


terça-feira, 29 de junho de 2010

domingo, 27 de junho de 2010


Canto Para A Minha Morte
Composição: Raul Seixas / Paulo Coelho


Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar
Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?
Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida
Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...
Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...
Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

quarta-feira, 23 de junho de 2010

"Sonhei com você hoje..."


"Mesmo?! E como foi?"


"Estávamos no alto de uma montanha. O sol brilhava. Tínhamos tudo o precisávamos. Uma floresta nos rodeava, e tínhamos uma cachoeira, que demos um nome que não me lembro agora. Sempre nos banhávamos lá, e tinha uma caverna - sabe aquelas que vemos nos filmes? - onde ficávamos ouvindo o som da queda da água. O sol batia na água e fazia luzes que nos hipnotizavam lá dentro. Nunca me senti tão bem. Não pelo cenário claro, mas por você estar ali comigo."


"..."


"Pena ser só um sonho..."