Eu sei que é assim. Um grande pedaço de mim já ficou com você. E em você. Você. São seus, coloquem-o no porta-retrato de seus corações, ou dispensem-no num canto escondido de seus íntimos.
Íntimo, palavra que uso muito, exatamente por ser onde as coisas estão se mexendo agora.
Vejo olhares, que outrora compartilhavam os meus, distantes. Vejo sorrisos que não sorriem já pelas mesmas piadas. Gestos que não procuram mais o mesmo toque.
Sinto-me necessário caminhar outras estradas, ainda não perfeitamente demarcadas, e encontrar novos olhos, novos sorrisos e novos gestos. Necessário erradicar essa apatia, essa distância.
Sinto-me necessário doar 'o eu' para outras almas. Para outras vidas.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Olhe no espelho. Olhe através dos seus olhos e enxergue você. O você mesmo.O lá dentro. O onde as respostas que precisa estão esperando para serem encontradas. O onde você se esconde sem saber. O onde a angústia pulsa. O onde o amor pulsa. O amor e o Amor. O onde a alma envolve. O coração envolve. O sentimento envolve.
Onde nasce o sorriso verdadeiro, onde morre a última lágrima. Onde as borboletas dançam e onde o calafrio escorrega. Onde a música vibra e mexe seu corpo.
Onde o você existe, e os outros também.
Onde o eu existo.
Onde o tudo existe e te perturba.
Onde o preso quer sair.
Por Paulo Coelho
Geralmente estes encontros acontecem quando chegamos a um limite, quando precisamos morrer e renascer emocionalmente. Os encontros nos esperam – mas a maior parte das vezes evitamos que eles aconteçam. Entretanto, se estamos desespearados, se já não temos mais nada a perder, ou se estamos muito entusiasmados com a vida, então o desconhecido se manifesta, e nosso universo muda de rumo.
Todos sabem amar, pois já nasceram com este dom. Algumas pessoas já o praticam naturalmente bem, mas a maioria tem que reaprender, relembrar como se ama, e todos – sem exceção – precisam queimar na fogueira de suas emoções passadas, reviver algumas alegrias e dores, quedas e subidas, até conseguir enxergar o fio condutor que existe por detrás de cada novo encontro."
Encontros
"Os encontros mais importantes já foram combinados pelas almas antes mesmo que os corpos se vejam.
Geralmente estes encontros acontecem quando chegamos a um limite, quando precisamos morrer e renascer emocionalmente. Os encontros nos esperam – mas a maior parte das vezes evitamos que eles aconteçam. Entretanto, se estamos desespearados, se já não temos mais nada a perder, ou se estamos muito entusiasmados com a vida, então o desconhecido se manifesta, e nosso universo muda de rumo.
Todos sabem amar, pois já nasceram com este dom. Algumas pessoas já o praticam naturalmente bem, mas a maioria tem que reaprender, relembrar como se ama, e todos – sem exceção – precisam queimar na fogueira de suas emoções passadas, reviver algumas alegrias e dores, quedas e subidas, até conseguir enxergar o fio condutor que existe por detrás de cada novo encontro."
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Estou tão imerso em mim que me afogo em mim mesmo. Andei pelas ruas e os rostos pareciam robôs no meu cenário da vida. Cada vida parecia não ter importância para mim e nem a minha. Era como se tudo de repente virasse plástico, metal e vidro.
Tudo ficou frio.
Fiquei com as pernas no espaço. Parecia cair num lugar nenhum. Parecia voar no subsolo.
A música tocava no meu ouvido e parecia ser a única coisa viva.
Tudo ficou frio.
Fiquei com as pernas no espaço. Parecia cair num lugar nenhum. Parecia voar no subsolo.
A música tocava no meu ouvido e parecia ser a única coisa viva.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
"Hoje me permito. Não vou mesmo me preocupar com as futilidades dessa existência. Vocês aí que ficam se lamentando e reclamando, podem parar e ir, por favor, de encontro a felicidade. Digam mais sim. Atravessem mais pontes. Escalem mais montanhas. Respirem mais fundo.
É tudo tão volátil. De repente, tudo pode acabar."
É tudo tão volátil. De repente, tudo pode acabar."
terça-feira, 21 de setembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
"So I open my eyes and see nothing. All black.
My arms, my legs, fingers, they are strangely paralyzed. And then within me the strange vision of my dreams hit my mind again and again.
From the off screen, the palid cadaveric face in a expression of mute scream come. It began small and in seconds it come closer and bigger with its void eyes like to swallow us with its dead.
The fear runs through my spine in a mix of shiver and curiosity, though I just put my blankets over my head and relax to sleep again..."
My arms, my legs, fingers, they are strangely paralyzed. And then within me the strange vision of my dreams hit my mind again and again.
From the off screen, the palid cadaveric face in a expression of mute scream come. It began small and in seconds it come closer and bigger with its void eyes like to swallow us with its dead.
The fear runs through my spine in a mix of shiver and curiosity, though I just put my blankets over my head and relax to sleep again..."
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