Escrever sobre como não conseguir escrever.
De onde vem a palavras que escrevemos e de onde elas não saem quando queremos?
Quem nos fala aos pensamentos, aos sussurros ou aos gritos, as palavras para preenchermos o branco, e será esse mesmo que se cala ou uma outra força o tapa a boca?
Quem nos enche por dentro com tanta inspiração que, fosse hélio, nos faria subir aos céus como um balão?
E será essa mesma energia que nos murcha a ponto de, com fracasso, nos discorremos de palavras pobres e tão vazias como vácuo?
Haverá uma guerra sangrenta entre essas duas forças, ou somente ela se cansa, e me deixa a mercê de minha sorte com essa página em branco em minha frente?
Batalhe ou ria de mim, mas recompense esse escravo das palavras.
terça-feira, 27 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
Gotas deslizam pela janela
vejo fora o que se diz chuva
fina como meus pensamentos
vem devagar acalmando,
deliciando-se e levantando a poeira
que pairava por ali, por aqui.
Dentro há calor e quietude.
A chuva traz beleza, podes ver?
É beleza triste, eu sei
é choro... em lágrimas derramam-se as nuvens
me despenco dentro de mim
a alma agitada corre como enxurrada
Estrondosa.
O que era água mansa
se transforma em tempestade
e chora...
O vento chega forte então,
e a fim de destruir o que tivesse pela frente
se sente fraco
e leva o que era lágrima
pela janela vejo
ao longe, surgindo um azul
é céu sorrindo
dentro de mim se faz paz
É dia!
Poema de Marília.
Visitem o seu blog: LunofagicaMente
vejo fora o que se diz chuva
fina como meus pensamentos
vem devagar acalmando,
deliciando-se e levantando a poeira
que pairava por ali, por aqui.
Dentro há calor e quietude.
A chuva traz beleza, podes ver?
É beleza triste, eu sei
é choro... em lágrimas derramam-se as nuvens
me despenco dentro de mim
a alma agitada corre como enxurrada
Estrondosa.
O que era água mansa
se transforma em tempestade
e chora...
O vento chega forte então,
e a fim de destruir o que tivesse pela frente
se sente fraco
e leva o que era lágrima
pela janela vejo
ao longe, surgindo um azul
é céu sorrindo
dentro de mim se faz paz
É dia!
Poema de Marília.
Visitem o seu blog: LunofagicaMente
domingo, 27 de junho de 2010
Canto Para A Minha Morte
Composição: Raul Seixas / Paulo Coelho
Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar
Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?
Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida
Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...
Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...
Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida
quarta-feira, 23 de junho de 2010
"Sonhei com você hoje..."
"Mesmo?! E como foi?"
"Estávamos no alto de uma montanha. O sol brilhava. Tínhamos tudo o precisávamos. Uma floresta nos rodeava, e tínhamos uma cachoeira, que demos um nome que não me lembro agora. Sempre nos banhávamos lá, e tinha uma caverna - sabe aquelas que vemos nos filmes? - onde ficávamos ouvindo o som da queda da água. O sol batia na água e fazia luzes que nos hipnotizavam lá dentro. Nunca me senti tão bem. Não pelo cenário claro, mas por você estar ali comigo."
"..."
"Pena ser só um sonho..."
"Mesmo?! E como foi?"
"Estávamos no alto de uma montanha. O sol brilhava. Tínhamos tudo o precisávamos. Uma floresta nos rodeava, e tínhamos uma cachoeira, que demos um nome que não me lembro agora. Sempre nos banhávamos lá, e tinha uma caverna - sabe aquelas que vemos nos filmes? - onde ficávamos ouvindo o som da queda da água. O sol batia na água e fazia luzes que nos hipnotizavam lá dentro. Nunca me senti tão bem. Não pelo cenário claro, mas por você estar ali comigo."
"..."
"Pena ser só um sonho..."
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Antes de abrir os olhos notei que tudo estava girando. O teto parecia o chão e eu estava caindo. Virei de um lado para outro na cama, e tudo embrulhava dentro de mim. Sentei, mas meu pescoço não sustentava minha cabeça então abaixei ela entre as pernas.
Respirei fundo.
Estava tudo ali boiando. Um pouco ficou no meu cabelo. Estiquei a mão e alcancei o rolo e limpei o que pude. De ajoelhado, caí sentado e me encostei na parede. Não queria olhar naquele espelho. Fechei os olhos e fiquei tentando controlar minha respiração entrecortada. Amarrei o cabelo e levantei.
As memórias não estavam muito claras para mim, e aquela garrafa no fim com certeza era a culpada. Sentei à mesa tomei a garrafa e o cheiro quase me fez voltar para o banheiro. Bebi mesmo assim. Olhei para tudo aquilo ali e meu estômago começou a doer.
"Droga, não era para ser assim!".
Respirei fundo.
Estava tudo ali boiando. Um pouco ficou no meu cabelo. Estiquei a mão e alcancei o rolo e limpei o que pude. De ajoelhado, caí sentado e me encostei na parede. Não queria olhar naquele espelho. Fechei os olhos e fiquei tentando controlar minha respiração entrecortada. Amarrei o cabelo e levantei.
As memórias não estavam muito claras para mim, e aquela garrafa no fim com certeza era a culpada. Sentei à mesa tomei a garrafa e o cheiro quase me fez voltar para o banheiro. Bebi mesmo assim. Olhei para tudo aquilo ali e meu estômago começou a doer.
"Droga, não era para ser assim!".
sexta-feira, 18 de junho de 2010
It is all blank, I am blank.
Come and write your history in my pages
Come and fill my lines with your desire
Tell through me all your feeling
Scratch but not erase me and
Fix all my pages missing
Cover me with the fairest adornment
Don't forget to clean the dust
Remember to put me in a nice shelf
When you forget about all the trust
quinta-feira, 17 de junho de 2010
"Everybody was going there. Me too. I thought it was a party which was going to happen but there was more than that. They all laughed and talked unknown words.
We went through a great gate which led to a amazing garden. As we were walking to the house, no sound was emitted. A guy hosted us with a smile and drinks. We sat in chairs, and looking at the garden we waited.
Soon small particles of leaves, dust and insects began to twist and took form in front of us.
A figure of a man, starting from the face, framed and a great flash blinded us all...
I heard a shout."
We went through a great gate which led to a amazing garden. As we were walking to the house, no sound was emitted. A guy hosted us with a smile and drinks. We sat in chairs, and looking at the garden we waited.
Soon small particles of leaves, dust and insects began to twist and took form in front of us.
A figure of a man, starting from the face, framed and a great flash blinded us all...
I heard a shout."
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