O que fazer quando o que se quer está longe e o ruim se aproxima?
Nem vou me alongar, não tenho palavras para isso, mas... sabe, as coisas poderiam melhorar um pouquinho.
Enquanto isso vou sobrevivendo, ainda tenho alguns motivos...
terça-feira, 8 de junho de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
É difícil eu escrever por dois dias seguidos. Mas esses dias parecem estar pedindo isso. Mesmo que curtos, muitas vezes nada claro para vocês que o lêem, parece que está se tornando cada vez mais uma necessidade.
Me perguntaram o por que d'eu escrever, e eu respondi simplesmente que porque gostava. Não sei se há uma explicação mais para isso, claro, além da necessidade crescente.
Frustro-me as vezes ao não encontrar as palavras para descrever certas coisas, e talvez isso seja culpa do meu singelo vocabulário, ou talvez simplesmente não exista tal palavra. Indagar isso tem feito parte de alguns momentos que tenho passado esse dias.
Talvez o que sinta, ou quero, ou ainda procure, simplesmente não exista por aqui.
Me perguntaram o por que d'eu escrever, e eu respondi simplesmente que porque gostava. Não sei se há uma explicação mais para isso, claro, além da necessidade crescente.
Frustro-me as vezes ao não encontrar as palavras para descrever certas coisas, e talvez isso seja culpa do meu singelo vocabulário, ou talvez simplesmente não exista tal palavra. Indagar isso tem feito parte de alguns momentos que tenho passado esse dias.
Talvez o que sinta, ou quero, ou ainda procure, simplesmente não exista por aqui.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Mais uma segunda. Que friozinho bom que faz, mas ainda vai esfriar mais, e é isso que estou esperando. O Inverno sair da sua timidez e mostrar as caras. Todos se encherão de roupas, e luvas e toucas serão bem vindas. Tempo de vinho, filmes, pipoca e cobertas. Ficar com a aquela pessoa que se gosta juntinho aquecendo um ao outro.
Ah!, quem dera tivéssemos neve.
Ah!, um ao outro.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Queria uma reviravolta. Ouvir aquelas palavras que nos deixa tímidos; ver aquele olhar que nos faz sentir borboletas no estômago; sentir aquele toque que nos faz suar.
Estremecer diante de tudo isso.
Sorri para você aquele dia, e você disse que tinha medo.
Estendi minha mão, e esperei que a segurasse.
É, de nada adianta.
Estremecer diante de tudo isso.
Sorri para você aquele dia, e você disse que tinha medo.
Estendi minha mão, e esperei que a segurasse.
É, de nada adianta.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Não quero ir para a cama. Esqueci como se dorme. Abaixo dos lençois parecem haver pedras; nenhuma posição é agradável. Fico olhando para cima, para o escuro. O dia passa em minha cabeça em loop. Minha vida se repete em minha mente.
Começo a ler qualquer coisa na tela do celular, e os dígitos vermelhos do relógio ao lado da cama pulam de minuto em minuto. Meus olhos começam a fechar, quando algo parece me puxar de volta. Espreguiço-me, coço os olhos, me viro de um lado para o outro. Ajeitar as cobertas, calor, frio.
Levanto. Vou a cozinha, abro a geladeira e bebo um pouco de água. Quero café. Tomo, amargo mesmo. Na sala olho pela janela. Rua vazia. Mas me veriam como um fantasma lá de fora, ali parado com olhar duro. Fico ali por alguns minutos, ouvindo os já familiares sons da noite. O tic-tac do relógio fica tão mais alto. Minha respiração. O vento.
Os cães começam a latir, e já sei que logo aquele gato vai aparecem. Salta do telhado aquele bichinho tricolor, já despreocupado com os latidos. Ele olha para mim por alguns segundos e segue seu caminho. Devo ter espírito de gato.
Deixo o copo na pia, e volto para a cama. Deito e fecho os olhos. Segundos passam, mas se foram algumas horas. E relógio aponta algo perto da meia madrugada; me levanto, e vou ao banheiro. O espelho me encara. Jogo um pouco de água no rosto; descarga; mais um gole de água.
Aguardo; daqui à algumas poucas horas, e um segundo depois dele começar a gritar, desligarei o despertador. O Sol nascerá.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Olho no espelho e, apesar de ninguém ver, noto as marcas que o tempo, muito tempo, fez em mim. Os secos caminhos por onde outrora passaram lágrimas. Cada cicatriz invisível mostrando todas as vãs brigas que tive com o Destino. O sorriso escondendo todo o amargo que se esconde em meu íntimo, e todos os pedaços remendados de mim, como cola e fita num brinquedo velho.
terça-feira, 16 de março de 2010
Uma beira-mar, com a areia mais fina, branca e pura. Sentado, vemos o céu. Uma fogueira, e o som de nossos violões harmonizando com o som das ondas. Uma Lua, e nossas vozes rimando com os sons noturnos da natureza.
Nossos olhares nos unirão. Todos os pontinhos do céu seriam nossas testemunhas e convidados. A melodia, nosso canto de cerimônia. Os pássaros, nosso coral encantado.
Damos as mãos, e caminhamos com os pés na água, na marcha nupcial de encontro ao nosso Destino. E nossas juras serão as mais simples e sinceras palavras, já que nossos corações já se comunicam. E quereremos que o tempo parasse. Quereremos essa noite para sempre.
Então deitamos e inventamos constelações. Seriam como nossos filhos eternos. E a cada traço de minúsculos grãos do Universo que cruzasse o manto negro da noite, nenhum desejo faremos, porque aqui temos tudo que precisamos. Um o outro.
E então, o nosso despertar com o raiar do Sol nos dará a certeza que tudo aquilo não foi simplesmente um sonho e que temos a Eternidade só para nós.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Fecha teus olhos. Uma venda será carinhosamente posta. Um suave medo, talvez receio, te alcançará, mas entende, isso é parte deste jogo.
Colocar-te-ei delicadamente na cama.
Sentirás tocar tua espádua pétalas da rosa mais macia e o leve ar quente com as palavras mais sutis chegarão aos teus ouvidos.
Um tremor percorrerá todo o teu corpo, um terno beijo em tua nuca te fará abrir de leve a boca num suspiro contido. Minhas mãos tocarão de leve teu rosto, escorregando lentamente para o teu pescoço.
A ponta dos meus dedos afastarão as alças de teus ombros quando então, lentamente, descerei por tuas costas com beijos em cada curva de teu corpo, e nem os melhores dos teus sonhos se parecerá com o que se seguirá...
terça-feira, 9 de março de 2010
... é que sempre vem aquele medo de novo. Um novo recomeço para mim foi sempre o começo de um novo fim tristonho. Então não deveria nem usar a palavra medo; devo usar, talvez, deixe-me ver... angústia? Receio? Algo entre as duas.
Não, não temos todo o tempo, ou muito tempo. Para mim infelizmente não é assim. Aviso-te, sou complicado, meu ser é difícil. Mas quem sabe é a que entenderá meu íntimo.
Mas você veio, e isso não pode ser ignorado. E tão de repente. E tão doce, o que me é perigoso. Seria isso o 'depois da tempestade'? Seria a 'luz no fim do túnel'?
Não, não temos todo o tempo, ou muito tempo. Para mim infelizmente não é assim. Aviso-te, sou complicado, meu ser é difícil. Mas quem sabe é a que entenderá meu íntimo.
Alongo-me em melosidades demais. Meu jeito. Nosso jeito.
É o caminho? E qual é a estrada?
Eu quero mesmo são atalhos...
segunda-feira, 1 de março de 2010
Há muito tempo a semana não começava com chuva. As nuvens cobriram a linda Lua cheia ontem, mas o céu de sábado estava maravilhoso.
As boas companhias e uma garrafa de vinho vagabundo, junto as palavras jogadas fora, ajudaram a afastar o maus pensamentos.
A vento voltou à minha cidade, honrando seu antigo nome. O frio da madrugada me lembra alguns pesadelos, mas eu gosto do clima que isso proporciona. Caminhadas noturnas que vivi em sonhos, com vultos e espíritos querendo se comunicar de alguma forma. E as mensagens que chegam com o sopro e sussurros do ar nos meus ouvidos, são tão enigmáticas como os mistérios remotos do passado. Talvez sejam sussurros de outrora que ninguém nunca tenha ouvido. Talvez sejam somente sussurros da minha própria mente que eu nunca havia parado para escutar.
O piano de Chopin que entra em meus ouvidos proporcionam uma momentânea paz. Minto. Cada nota ecoando é uma mistura de apertos no peito. Fecho os olhos e consigo imaginar o surrealismo romântico que cada passagem expressa. Quase sinto-me sentado em frente as teclas expressando cada tempo da melodia. Cada pequeno som se manifestando nas cordas e na alma. Cada batida ditando o ritmo do âmago.
Fora isso, o dia apático, a espera de algo, me afeta. Espero mensagens que não chegam, espero resultados, e resoluções. Culpa é sim, da minha comum inércia. Será a passividade um problema? Nunca encarei dessa forma. Imagino-me um grande ímã para conhecimento. Ímã esse que agora realmente parece gasto. Parece-me mesmo necessário levantar, e ativar esse espírito ocioso. Necessário explorar mais a possibilidades. Explorar o potencial que todo o Universo tem a oferecer.
Ah!, mas quando esse pensamento se refletirá no meu corpo? Imagino ainda a manhã que acordarei e tudo ficar tão claro e simples, e se descortinará na minha frente todos os fatos e passos a seguir. E como é, qual palavra... angustiante - talvez -, pensar nisso tudo.
Devaneios demais para um dia...
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