Antes de abrir os olhos notei que tudo estava girando. O teto parecia o chão e eu estava caindo. Virei de um lado para outro na cama, e tudo embrulhava dentro de mim. Sentei, mas meu pescoço não sustentava minha cabeça então abaixei ela entre as pernas.
Respirei fundo.
Estava tudo ali boiando. Um pouco ficou no meu cabelo. Estiquei a mão e alcancei o rolo e limpei o que pude. De ajoelhado, caí sentado e me encostei na parede. Não queria olhar naquele espelho. Fechei os olhos e fiquei tentando controlar minha respiração entrecortada. Amarrei o cabelo e levantei.
As memórias não estavam muito claras para mim, e aquela garrafa no fim com certeza era a culpada. Sentei à mesa tomei a garrafa e o cheiro quase me fez voltar para o banheiro. Bebi mesmo assim. Olhei para tudo aquilo ali e meu estômago começou a doer.
"Droga, não era para ser assim!".
segunda-feira, 21 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
It is all blank, I am blank.
Come and write your history in my pages
Come and fill my lines with your desire
Tell through me all your feeling
Scratch but not erase me and
Fix all my pages missing
Cover me with the fairest adornment
Don't forget to clean the dust
Remember to put me in a nice shelf
When you forget about all the trust
quinta-feira, 17 de junho de 2010
"Everybody was going there. Me too. I thought it was a party which was going to happen but there was more than that. They all laughed and talked unknown words.
We went through a great gate which led to a amazing garden. As we were walking to the house, no sound was emitted. A guy hosted us with a smile and drinks. We sat in chairs, and looking at the garden we waited.
Soon small particles of leaves, dust and insects began to twist and took form in front of us.
A figure of a man, starting from the face, framed and a great flash blinded us all...
I heard a shout."
We went through a great gate which led to a amazing garden. As we were walking to the house, no sound was emitted. A guy hosted us with a smile and drinks. We sat in chairs, and looking at the garden we waited.
Soon small particles of leaves, dust and insects began to twist and took form in front of us.
A figure of a man, starting from the face, framed and a great flash blinded us all...
I heard a shout."
segunda-feira, 14 de junho de 2010
"It was like I was in a prision, a small room, tight. Muggy. Smothery. I couldn't move. There was only a crack in the wall where I could barely look out.
Some people were out there. They had strange form, hump ones. They got a girl and there was blood.
A red creek slipped to where I was, and somehow I felt I was going to be the next..."
Some people were out there. They had strange form, hump ones. They got a girl and there was blood.
A red creek slipped to where I was, and somehow I felt I was going to be the next..."
sexta-feira, 11 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
É difícil eu escrever por dois dias seguidos. Mas esses dias parecem estar pedindo isso. Mesmo que curtos, muitas vezes nada claro para vocês que o lêem, parece que está se tornando cada vez mais uma necessidade.
Me perguntaram o por que d'eu escrever, e eu respondi simplesmente que porque gostava. Não sei se há uma explicação mais para isso, claro, além da necessidade crescente.
Frustro-me as vezes ao não encontrar as palavras para descrever certas coisas, e talvez isso seja culpa do meu singelo vocabulário, ou talvez simplesmente não exista tal palavra. Indagar isso tem feito parte de alguns momentos que tenho passado esse dias.
Talvez o que sinta, ou quero, ou ainda procure, simplesmente não exista por aqui.
Me perguntaram o por que d'eu escrever, e eu respondi simplesmente que porque gostava. Não sei se há uma explicação mais para isso, claro, além da necessidade crescente.
Frustro-me as vezes ao não encontrar as palavras para descrever certas coisas, e talvez isso seja culpa do meu singelo vocabulário, ou talvez simplesmente não exista tal palavra. Indagar isso tem feito parte de alguns momentos que tenho passado esse dias.
Talvez o que sinta, ou quero, ou ainda procure, simplesmente não exista por aqui.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Mais uma segunda. Que friozinho bom que faz, mas ainda vai esfriar mais, e é isso que estou esperando. O Inverno sair da sua timidez e mostrar as caras. Todos se encherão de roupas, e luvas e toucas serão bem vindas. Tempo de vinho, filmes, pipoca e cobertas. Ficar com a aquela pessoa que se gosta juntinho aquecendo um ao outro.
Ah!, quem dera tivéssemos neve.
Ah!, um ao outro.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Queria uma reviravolta. Ouvir aquelas palavras que nos deixa tímidos; ver aquele olhar que nos faz sentir borboletas no estômago; sentir aquele toque que nos faz suar.
Estremecer diante de tudo isso.
Sorri para você aquele dia, e você disse que tinha medo.
Estendi minha mão, e esperei que a segurasse.
É, de nada adianta.
Estremecer diante de tudo isso.
Sorri para você aquele dia, e você disse que tinha medo.
Estendi minha mão, e esperei que a segurasse.
É, de nada adianta.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Não quero ir para a cama. Esqueci como se dorme. Abaixo dos lençois parecem haver pedras; nenhuma posição é agradável. Fico olhando para cima, para o escuro. O dia passa em minha cabeça em loop. Minha vida se repete em minha mente.
Começo a ler qualquer coisa na tela do celular, e os dígitos vermelhos do relógio ao lado da cama pulam de minuto em minuto. Meus olhos começam a fechar, quando algo parece me puxar de volta. Espreguiço-me, coço os olhos, me viro de um lado para o outro. Ajeitar as cobertas, calor, frio.
Levanto. Vou a cozinha, abro a geladeira e bebo um pouco de água. Quero café. Tomo, amargo mesmo. Na sala olho pela janela. Rua vazia. Mas me veriam como um fantasma lá de fora, ali parado com olhar duro. Fico ali por alguns minutos, ouvindo os já familiares sons da noite. O tic-tac do relógio fica tão mais alto. Minha respiração. O vento.
Os cães começam a latir, e já sei que logo aquele gato vai aparecem. Salta do telhado aquele bichinho tricolor, já despreocupado com os latidos. Ele olha para mim por alguns segundos e segue seu caminho. Devo ter espírito de gato.
Deixo o copo na pia, e volto para a cama. Deito e fecho os olhos. Segundos passam, mas se foram algumas horas. E relógio aponta algo perto da meia madrugada; me levanto, e vou ao banheiro. O espelho me encara. Jogo um pouco de água no rosto; descarga; mais um gole de água.
Aguardo; daqui à algumas poucas horas, e um segundo depois dele começar a gritar, desligarei o despertador. O Sol nascerá.
Assinar:
Comentários (Atom)
